Geopolítica, Indústria Digital e Soberania Nacional a informática brasileira como eixo estratégico nas relações econômicas entre Brasil e Estados Unidos (1960-1990)
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Resumo
Os Estados Unidos (EUA) tiveram papel central na concepção da economia digital, por meio do investimento público em tecnologia, do poder estrutural na definição dos padrões informacionais e de sanções contra concorrentes emergentes. Um caso emblemático foi o contencioso da indústria de informática entre Brasil-EUA na era Reagan. Embora amplamente examinado no âmbito da Análise de Política Externa, poucos estudos abordam o conflito sob a perspectiva geopolítica. Este trabalho busca preencher essa lacuna e tem como objetivo analisar as sanções estadunidenses aplicadas à indústria de informática brasileira, destacando sua natureza geopolítica. Utiliza-se uma metodologia qualitativa-analítica embasada em fontes bibliográficas, bem como na aplicação dos fundamentos da geoeconomia. Conclui-se que o contencioso transcendeu a mera competição de mercado e fez parte dos objetivos geopolíticos dos EUA para a América do Sul. As retaliações sob égide da seção 301 do Trade Act tiveram objetivo de projetar os interesses dos EUA, infiltrar as multinacionais americanas e minar uma indústria concorrente em sua zona de influência. Sanções unilaterais são consideradas armas de guerra comercial e seu uso feriu a autonomia tecnológica e a soberania brasileira. Hoje o Brasil enfrenta dificuldades em romper a dependência tecnológica, enquanto os EUA capitalizam sua visão geoestratégica em longo prazo, obtendo vantagens na era digital.
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